No “olho do furacão político”

 

Isaura Lemos e Euler Ivo viveram no “olho do furacão político” das grandes mudanças ocorridas na conjuntura mundial, particularmente na segunda metade da década de 70, participando ativamente daquele momento. Em 1972, Nixon visitou a China. Foi a aceitação americana da realidade e o reconhecimento da grande força da China na derrota de sua política mundial. Em 1975, acontece a Libertação de Angola e Moçambique do colonialismo. Depois de prolongada luta armada, guerra civil e nacional, aqueles importantes países africanos se tornam independente. No ano de 1976, morrem na China Mão Tsetung e Chou Em Lai, seus dois maiores líderes. Em 1973, ocorreu a fragorosa derrota do exército norte americano na guerra do Vietnã e a vitória do Vietcong.

O fim da guerra do Vietnã e a reaproximação com a China, a pressão da opinião pública americana e mundial e a sensação de mais segurança em relação à Rússia em crise fizeram o Pentágono, órgão diretor dos imperialistas dos Estados Unidos, alterar sua política para a América Latina, atingindo também o Brasil. Seria o início final do período das ditaduras militares e início de uma época de “democracias”, ou seja, de governos entreguistas e eleitos pelo povo.

Seria o início final do período das ditaduras militares e o começo de uma época de “democracias”, ou seja, de governos entreguistas e eleitos pelo povo. Essa alteração da política norte-americana acabou por abortar no Brasil os preparativos de uma revolução armada. Assim, as forças revolucionárias que antes haviam sido empurradas para a resistência armada se deslocaram para as cidades e para o jogo parlamentar.

E foi dessa forma, no final dos anos 70, que o novo projeto do imperialismo americano foi se implantando no Brasil. Mudar a tática política e preparar para novas formas de luta – a luta legal, popular e parlamentar. Era o centro da nova política revolucionária.

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