Do sertão baiano para a selva Amazônica

 

Foi nesse mutante ambiente político que o casal Euler-Isaura foi obrigado a abandonar às pressas todo aquele trabalho no sertão baiano. Isaura Lemos, Euler Ivo e outros revolucionários foram diretamente deslocados do sertão baiano para a Mata Amazônica, para a densa floresta da bacia do Rio Madeira. Os dois começaram vida nova, ainda mais dura e difícil frente aos mosquitos, malária e privações.

Por convicção, disciplina partidária e dedicação à causa da liberdade e do socialismo, Isaura e Euler viveram quatro anos seguidos dentro dos seringais amazônicos, interior da densa floresta. Foi também ali que nasceu Elenira Tatiana, a primeira filha do casal, cujo nome é uma homenagem à uma brava guerrilheira do Araguaia. Elenira Tatiana Lemos é hoje nossa vereadora e encontra-se em seu segundo mandato consecutivo.

Por questão de segurança, Isaura e Euler, assim como o restante do grupo, não podiam ter qualquer contato com ninguém fora da região. Dessa forma, depois de muito tempo, Isaura recebeu notícias da família. Foi quando soube da morte de sua mãe e de um de seus irmãos. Por conta de rigorosas medidas de autossegurança, não foi possível enviar uma carta para seus familiares. Somente mais tarde, visitou seu pai e irmãos.

Além da atividade política com a população local, Euler e Isaura trabalharam, respectivamente, como fotógrafo e vendedora de ovos para os restaurantes da estrada. Também ali tiveram outros nomes: Euler era o Sr. Pedro ou “Seu Doca”; Isaura era Ana Maria ou “Dona Lilia”.

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