Isaura promove audiência pública no Dia Internacional contra a LGBTfobia

 

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A deputada estadual Isaura Lemos promoveu, nesta quarta-feira, 17, audiência pública para debater homofobia e suas consequências. Preocupação dos representantes é a adoção de políticas públicas que combatam a homofobia.

Com objetivo descaracterizar a imagem distorcida das comunidades LGBTs e buscar meios de garantir a igualdade de direitos dessa parcela da população e a punição daqueles que praticam a homofobia, a deputada Isaura Lemos (PC do B), coordenou, na manhã quinta-feira, 17, uma audiência pública. O evento ocorreu no Auditório Solon Amaral.

Durante a audiência pública, Isaura enfatizou que é preciso que toda a sociedade seja mobilizada e que se faz necessário mais conhecimento sobre o que se trata a comunidade LGBT. “À medida que a sociedade vai avançando, vai compreendendo mais. Não podemos rotular nem desconhecer que cada ser humano tem suas necessidades e deve ser respeitado tal como é”, afirmou a parlamentar.

Em sua fala, Victor Hipólito parabenizou a vereadora Tatiana Lemos pela aprovação da matéria que cria o Conselho Municipal dos Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, no município. Para o assessor, o foco é a implantação de políticas públicas e políticas sociais. “Essas ações vão resgatar a pessoa marginalizada, trazer de volta para o mercado de trabalho e para o mercado dos estudos. Não é possível que uma grande parcela da comunidade LGBT viva somente da prostituição”, alerta.

Já Cyntia Barcelos, representante da OAB sugeriu durante sua fala, que seja feito um levantamento na Assembleia de projetos apresentados contemplando os LGBTs e que foram arquivados. “Precisamos também que a classe LGBT fique mais unida. A nossa luta é todo dia por um país livre de homofobia. Goiás hoje é o Estado que mais mata transexuais no Brasil”, afirmou.

A vereadora Tatiana Lemos falou sobre seu projeto de lei que trata da criação de um conselho para o público LGBT. Segundo ela, mesmo sendo um projeto tão simples, tão fácil e óbvio está sendo tratado totalmente de forma desvirtuosa do que é sua ideia principal e vem causando muita polêmica.

A gerente estadual da diversidade sexual, Maria Rita falou sobre a complicação que é trabalhar com a gestão pública onde ainda há muitas barreiras. Maria comentou sobre os encaminhamentos de alguns projetos para realização de comitê, e relator o trabalho de acompanhamento junto às pessoas que sofrem com diversos tipos de agressões.

Beth Fernandes, que é a presidente do Conselho Estadual LGBT,  disse que o movimento LGBT ainda é recente no País. Surgiu em 2004, e que muita coisa ainda precisa ser feita. Ela citou a frase de uma mãe que teve sua filha transexual assassinada de maneira brutal e cujo corpo foi encontrado no lixo: “Minha filha não é lixo”, disse a mãe.

Além da deputada Isaura Lemos, participaram dos debates a vereadora Tatiana Lemos (PC do B); assessor especial LGBT da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Políticas Afirmativas, Victor Hipólito; presidente do Conselho Estadual LGBT, Beth Fernandes; membro da Comissão Especial da Diversidade, Sexualidade e Gênero do Conselho Federal da OAB, Cyntia Barcelos; a gerente Estadual da Diversidade Sexual, Maria Rita e o vice-presidente da União Nacional LGBT.

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Data: maio 18th, 2017
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